# Cottinelli Telmo Este dossiê preserva a nossa biografia e referências, não uma cópia de todas as publicações citadas. Artigos e vídeos externos permanecem nos seus editores, salvo autorização de reutilização. Os ficheiros guardados incluem proveniência e informação sobre direitos. https://entroncamento.org/pt/person-cottinelli-telmo.html ## Ler biografia O arquiteto e cineasta nascido em Lisboa ajudou a moldar a paisagem ferroviária da cidade. Com Luís da Cunha, projetou o Bairro Camões e a sua escola. A sua obra ferroviária aliou edifícios funcionais à ambição arquitetónica; estes projetos continuam a ser uma parte importante do património edificado do Entroncamento. ## Vida e obra Os registos do património ferroviário datam o projeto da Escola Camões de 1923–1928 e o Bairro Camões de 1924–1927. A sua obra ferroviária incluiu a estação fluvial do Sul e Sueste, em Lisboa, e estações noutras localidades. No cinema, realizou A Canção de Lisboa, estreado no São Luiz em novembro de 1933. Documentou depois o trabalho e as infraestruturas ferroviárias em Gente de Via e Máquinas e Maquinistas, ambos de 1938, e Obras de Arte, de 1939. Estes filmes aproximam a sua arquitetura do quotidiano da ferrovia. [3][4] ## Origens e início de carreira A memória publicada pela CP regista a conclusão do curso de Arquitetura nas Belas-Artes de Lisboa em 1920. No Entroncamento, o trabalho com Luís da Cunha ligou habitação e ensino. O município descreve a influência da cidade-jardim no Bairro Camões. A instituição escolar é anterior ao edifício: um projeto inicial foi aprovado em 1879 e o nome Camões adotado em 1880. Distinguir a instituição da construção posterior evita atribuir aos arquitetos a fundação da própria escola. [5][6] ## Legado e história posterior Fora das cidades ferroviárias, Cottinelli Telmo colaborou com Leopoldo de Almeida no Padrão dos Descobrimentos para a Exposição do Mundo Português de 1940. O primeiro monumento era temporário. A reconstrução duradoura data de 1960, doze anos após a morte do arquiteto. As fotografias atuais mostram, portanto, uma realização posterior de um projeto associado ao seu nome, não uma obra concluída em vida. O projeto pertence também à cultura expositiva do Estado Novo e deve ser entendido nesse contexto político. [7][8] ## Cronologia 1920Conclui Arquitetura nas Belas-Artes de Lisboa.[5] 1923–1928Período do projeto da Escola Camões.[9] 1924–1927Período do projeto do Bairro Camões.[9] 1933-11-07A Canção de Lisboa estreia no São Luiz.[4] 1938–1939Documentários ferroviários: Gente de Via, Máquinas e Maquinistas e Obras de Arte.[9] 1940Padrão dos Descobrimentos temporário, com Leopoldo de Almeida.[7] 1960Reconstrução póstuma do monumento.[8] ## Notas de investigação Este registo está em desenvolvimento. Omitimos pormenores e datas não confirmados; as fontes citadas delimitam a cobertura atual. ## Fonte original 1. Municipal heritage — https://cm-entroncamento.pt/index.php/visitar/patrimonio 2. Infraestruturas de Portugal — https://www.infraestruturasdeportugal.pt/sites/default/files/pdfs/flipbook/RotasdosAzulejosLinhadoNorte/73/ 3. Infraestruturas de Portugal — Rota dos Azulejos — https://www.infraestruturasdeportugal.pt/sites/default/files/inline-files/Rota%20Azulejos%20Linha%20do%20Norte.pdf 4. Cinemateca — A Canção de Lisboa — https://www.cinemateca.pt/CinematecaSite/media/Documentos/filmschool.pdf 5. CP — Boletim n.º 232, 1948, Cottinelli Telmo — https://www.cp.pt/info/documents/d/cp/boletim-232-1948?download=true 6. Município — património e Escola Camões — https://cm-entroncamento.pt/index.php/visitar/patrimonio 7. Padrão dos Descobrimentos — história do monumento — https://padraodosdescobrimentos.pt/en/monument-to-the-discoveries/ 8. EGEAC — Padrão dos Descobrimentos — https://egeac.pt/espacos/padrao-dos-descobrimentos/ 9. Infraestruturas de Portugal — Rota dos Azulejos da Linha do Norte — https://www.infraestruturasdeportugal.pt/sites/default/files/inline-files/Rota%20Azulejos%20Linha%20do%20Norte.pdf