Pessoas e histórias

Cottinelli Telmo

Projetou edifícios ferroviários no Entroncamento · 1897–1948

Cottinelli Telmo
Unknown photographer / Hemeroteca Municipal de Lisboa via Wikimedia Commons

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O arquiteto e cineasta nascido em Lisboa ajudou a moldar a paisagem ferroviária da cidade. Com Luís da Cunha, projetou o Bairro Camões e a sua escola. A sua obra ferroviária aliou edifícios funcionais à ambição arquitetónica; estes projetos continuam a ser uma parte importante do património edificado do Entroncamento.

Vida e obra

Os registos do património ferroviário datam o projeto da Escola Camões de 1923–1928 e o Bairro Camões de 1924–1927. A sua obra ferroviária incluiu a estação fluvial do Sul e Sueste, em Lisboa, e estações noutras localidades. No cinema, realizou A Canção de Lisboa, estreado no São Luiz em novembro de 1933. Documentou depois o trabalho e as infraestruturas ferroviárias em Gente de Via e Máquinas e Maquinistas, ambos de 1938, e Obras de Arte, de 1939. Estes filmes aproximam a sua arquitetura do quotidiano da ferrovia.

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Origens e início de carreira

A memória publicada pela CP regista a conclusão do curso de Arquitetura nas Belas-Artes de Lisboa em 1920. No Entroncamento, o trabalho com Luís da Cunha ligou habitação e ensino. O município descreve a influência da cidade-jardim no Bairro Camões. A instituição escolar é anterior ao edifício: um projeto inicial foi aprovado em 1879 e o nome Camões adotado em 1880. Distinguir a instituição da construção posterior evita atribuir aos arquitetos a fundação da própria escola.

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Legado e história posterior

Fora das cidades ferroviárias, Cottinelli Telmo colaborou com Leopoldo de Almeida no Padrão dos Descobrimentos para a Exposição do Mundo Português de 1940. O primeiro monumento era temporário. A reconstrução duradoura data de 1960, doze anos após a morte do arquiteto. As fotografias atuais mostram, portanto, uma realização posterior de um projeto associado ao seu nome, não uma obra concluída em vida. O projeto pertence também à cultura expositiva do Estado Novo e deve ser entendido nesse contexto político.

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Cronologia

  1. 1920

    Conclui Arquitetura nas Belas-Artes de Lisboa.

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  2. 1923–1928

    Período do projeto da Escola Camões.

    [9]

  3. 1924–1927

    Período do projeto do Bairro Camões.

    [9]

  4. 1933-11-07

    A Canção de Lisboa estreia no São Luiz.

    [4]

  5. 1938–1939

    Documentários ferroviários: Gente de Via, Máquinas e Maquinistas e Obras de Arte.

    [9]

  6. 1940

    Padrão dos Descobrimentos temporário, com Leopoldo de Almeida.

    [7]

  7. 1960

    Reconstrução póstuma do monumento.

    [8]

Investigação preservada e transferências

Este dossiê preserva a nossa biografia e referências, não uma cópia de todas as publicações citadas. Artigos e vídeos externos permanecem nos seus editores, salvo autorização de reutilização. Os ficheiros guardados incluem proveniência e informação sobre direitos.

Fotografias, documentos e gravações

Os títulos das fontes e as legendas mantêm o idioma original.

Fonte original

  1. Municipal heritage
  2. Infraestruturas de Portugal
  3. Infraestruturas de Portugal — Rota dos Azulejos
  4. Cinemateca — A Canção de Lisboa
  5. CP — Boletim n.º 232, 1948, Cottinelli Telmo
  6. Município — património e Escola Camões
  7. Padrão dos Descobrimentos — história do monumento
  8. EGEAC — Padrão dos Descobrimentos
  9. Infraestruturas de Portugal — Rota dos Azulejos da Linha do Norte

Notas de investigação

Este registo está em desenvolvimento. Omitimos pormenores e datas não confirmados; as fontes citadas delimitam a cobertura atual.